11 de janeiro de 2004

SMOKE NOT SMOKE

Aborrece-me dizer isto aos meus amigos que fumam como chaminés, mas um dia destes mesmo no portuguesinho burgo teremos de mudar de comportamento. Não é possível continuar a almoçar em lugares públicos rodeado de famílias, crianças, comida e o fumo de dezenas de cigarros vizinhos. Não é possível continuar a ver passar em carros fechados pais de cigarro na boca, os filhos amarrados (quando estão) no banco de trás e depois ouvi-los protestar contra os perigos da sociedade moderna. Um dia teremos de enfrentar esta coisa tão simples que consiste no facto de uma minoria (30% da população portuguesa, segundo as últimas estatísticas - sendo a maioria mulheres jovens entre os 15 e os 35) forçar a maioria a partilhar da sua depedência. Lamento, mas mesmos os políticos que sabem exactamente o lucro que dão os impostos sobre o tabaco, e o prazer/remédio-anti-stress do mesmo, terão de meter a mão na consciência.
Não se trata de discutir a Coisa. A Coisa é o que é. Houve um tempo para fumar em toda a parte que acabou. Ponto.

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